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Crypta

Crypta abre uma nova era com “A Portrait of Decay” — e o death metal brasileiro continua atravessando fronteiras

Fernanda Lira, Luana Dametto, Tainá Bergamaschi e a agora integrante oficial Victoria Villarreal apresentam o primeiro sinal do que vem depois de “Shades of Sorrow”: mais atmosfera, melancolia e peso sem tirar o pé da agressividade. E a próxima parada já coloca as brasileiras na estrada com Arch Enemy

Mr. Nomad

Crypta

AGORA AUMENTA ESSA DROGA.

Porque acabou a delicadeza por alguns minutos. 😂🤘

Tem novidade vindo do Brasil.

E vem com:

guitarra.

Mais guitarra.

Baixo.

Bateria.

Gutural.

E provavelmente algum vizinho reconsiderando seriamente a acústica do apartamento.

CRYPTA.

A banda brasileira acaba de abrir oficialmente um novo capítulo com:

“A PORTRAIT OF DECAY”.

É a primeira música inédita do grupo desde Shades of Sorrow, lançado em 2023.

Só que chamar isso simplesmente de “single novo” deixa metade da história do lado de fora.

Porque existe formação nova.

Existe disco novo começando a mostrar a cara.

Existe uma direção sonora sendo apresentada.

E existe uma banda brasileira de death metal que já atravessou fronteiras suficientes para ninguém precisar apresentá-la como promessa.

Crypta já está acontecendo.


PRIMEIRO: QUEM ESTÁ NESSA FORMAÇÃO?

No baixo e nos vocais:

FERNANDA LIRA.

Na bateria:

LUANA DAMETTO.

Na guitarra:

TAINÁ BERGAMASCHI.

E agora oficialmente também na guitarra:

VICTORIA VILLARREAL.

Victoria assume o posto deixado por Jéssica di Falchi.

Só que ela não caiu de paraquedas no meio da banda.

Em 2025 já havia acompanhado a Crypta como musicista de turnê.

Agora deixa de ser presença de estrada e passa oficialmente a dividir as guitarras com Tainá também dentro do estúdio.

Ou seja:

não é apenas uma integrante nova chegando.

É uma formação que já teve tempo de se conhecer tocando e agora começa a registrar sua própria identidade.

E “A Portrait of Decay” foi escolhida justamente para apresentar isso.


NÃO É APENAS “OLHA NOSSA MÚSICA NOVA”

A própria Crypta explicou que decidiu lançar a faixa antes da campanha do próximo álbum.

Isso é importante.

Porque transforma “A Portrait of Decay” numa espécie de porta de entrada.

A banda está dizendo:

é daqui que vamos partir agora.

E a descrição delas para a música já entrega bastante coisa.

Intensa.

Atmosférica.

Melancólica.

Só que ninguém precisa entrar em pânico achando que a Crypta resolveu colocar um banquinho no palco, acender uma vela e gravar disco contemplativo.

😂

Porque depois vêm as palavras:

DEATH METAL ÉPICO E AGRESSIVO.

Pronto.

Voltamos à programação normal.


MELANCOLIA NÃO SIGNIFICA FALTA DE PESO

Aliás, esse contraste pode ser justamente uma das coisas mais interessantes dessa próxima fase.

Peso por peso qualquer parede de amplificadores resolve.

O que transforma peso em música é aquilo que existe dentro dele.

Atmosfera.

Tensão.

Dinâmica.

Melodia.

Incômodo.

E no caso de “A Portrait of Decay”, existe também um tema particularmente pesado:

DISSOCIAÇÃO COMO FORMA DE SUPORTAR DOR E SOFRIMENTO.

O título já entrega a imagem.

Um retrato da deterioração.

Só que a música não parece interessada apenas em observar essa deterioração de longe.

Ela entra nela.


E ISSO TUDO FOI GRAVADO NA BÉLGICA

“A Portrait of Decay” foi registrada em junho de 2026, no Project Zero Studio, na Bélgica.

As quatro integrantes da formação atual participaram da gravação.

Yarne Heylen ficou responsável por produção, mixagem e masterização.

A arte ficou com Marcos Miller.

E aqui existe outro detalhe simbólico interessante.

Uma banda brasileira.

Gravando na Bélgica.

Preparando material novo.

E prestes a voltar para...

OS ESTADOS UNIDOS.

É bom começar a perceber o tamanho do mapa.


E OLHA COM QUEM ELAS VÃO PARA A ESTRADA

Crypta vai dividir essa próxima passagem norte-americana com:

ARCH ENEMY.

Além de:

The Black Dahlia Murder.

Septicflesh.

Thrown Into Exile.

Não é excursão de apresentação.

Não é:

“Olha essas meninas brasileiras aqui.”

É banda de metal entrando numa escalação de metal.

Ponto.

E isso talvez seja uma das melhores medidas do espaço que a Crypta construiu fora do Brasil.


PORQUE TEM UMA COISA QUE PRECISA SER DITA SOBRE METAL BRASILEIRO

O Brasil possui uma capacidade histórica quase absurda de produzir música pesada.

Sepultura não caiu do céu.

Angra não caiu do céu.

Krisiun não caiu do céu.

Ratos de Porão não caiu do céu.

E a história não terminou quando essas bandas ficaram grandes.

Tem gente tocando agora.

Tem gente começando agora.

Tem banda ensaiando numa garagem agora.

Tem músico brasileiro gravando demo num quarto com equipamento improvisado e provavelmente pensando:

“Será que alguém vai ouvir essa droga?”

É AÍ QUE MORA O PROBLEMA.

Porque talento não garante porta aberta.


E A CRYPTA É UMA BELA RESPOSTA PARA QUEM ACHA QUE METAL BRASILEIRO PRECISA FICAR PRESO A NOSTALGIA

Olha o caminho.

Uma banda formada no Brasil.

Dois álbuns.

Turnês internacionais.

Festivais.

Europa.

Estados Unidos.

Formação evoluindo.

Material novo.

E agora outra fase começando.

Não estamos falando de:

“Veja como o metal brasileiro já foi importante.”

Estamos falando:

VEJA O QUE O METAL BRASILEIRO ESTÁ FAZENDO AGORA.

Existe uma diferença enorme.


E AGORA VAMOS PARA O PALCO

O single novo apresenta a próxima fase.

Só que os vídeos escolhidos para esta matéria fazem outra coisa:

mostram a Crypta trabalhando.

Ao vivo.

Primeiro, Bélgica.

🎬 CRYPTA — “LULLABY FOR THE FORSAKEN” — SHADES OF SORROW TOUR — KORTRIJK, BÉLGICA — 2024

`

E depois...

Paris.

🎬 CRYPTA — “THE OTHER SIDE OF ANGER” — LIVE IN PARIS — 2025

`

DOIS VÍDEOS. DOIS PALCOS.

Bélgica.

França.

Banda brasileira.

Precisa desenhar?

😂🤘


E ESSA FOTO?

Quatro mulheres.

Fundo preto.

Sem firula.

Sem precisar colocar fogo digital saindo dos olhos.

Sem alguém escrever:

“ATENÇÃO: BANDA PESADA.”

Você olha.

Já entendeu.

😂

E vale reforçar outra coisa:

Crypta não precisa ser apresentada como “banda feminina que toca death metal”.

Isso seria diminuir a história.

É:

UMA BANDA BRASILEIRA DE DEATH METAL.

A formação é feminina.

Sim.

E isso tem importância representativa evidente num gênero historicamente muito masculino.

Só que a música não pede tratamento especial.

Pede volume.


E AQUI A PASSPORT ABRE OUTRA PORTA

Nos últimos dias passaram por esta redação:

Alice Cooper.

Nenhum de Nós.

Ella Langley.

Noel Gallagher distribuindo antipatia para metade da indústria. 😂

Soundgarden.

Taylor Momsen.

E agora:

CRYPTA.

É exatamente assim que queremos essa casa.

Não existe motivo para colocar country numa sala, metal noutra, pop trancado no banheiro e rock clássico sentado na varanda reclamando da juventude.

😂

É música.

A história é boa?

ENTRA.


E TEM RÁDIO PARA CONTINUAR DEPOIS DA ÚLTIMA LINHA

Você chegou pela Crypta?

Não precisa fechar a porta quando terminar.

A Passport Radio tem várias rádios.

Tem rock.

Tem música brasileira.

Tem décadas.

Tem gêneros.

Tem caminhos completamente diferentes.

Escolha seu bebê e deixa tocar.

Talvez você encontre alguma coisa conhecida.

Talvez descubra outra.

Essa segunda possibilidade é justamente a mais divertida.


E AGORA EU QUERO FALAR COM QUEM ESTÁ DO OUTRO LADO DO PORTÃO

Tem banda?

MANDA.

Toca metal?

Manda.

Rock?

Manda.

Punk?

Manda.

Hardcore?

Manda.

Country?

Manda.

Pop?

Manda.

MPB?

Manda.

Tem uma mistura tão estranha que você nem sabe em qual gênero colocar?

MELHOR AINDA.

😂


TEM UMA DEMO GRAVADA NA GARAGEM?

MANDA.

Gravou no quarto?

Manda.

Tem vídeo do primeiro show?

Manda.

Tem EP independente?

Manda.

Tem fotografia?

Manda.

Tem história?

Manda.

Tem uma banda que ninguém da imprensa está olhando?

APRESENTA PRA GENTE.

Você não precisa esperar alguém decidir que sua banda ficou grande o suficiente para merecer existir.


ENQUANTO ALGUNS FECHAM AS PORTAS...

NÓS ABRIMOS.

Não é favor.

É lógica.

Porque toda banda gigante um dia teve:

zero matéria.

Zero público.

Zero gravadora.

Zero festival internacional.

Zero gente esperando na porta.

Antes da Crypta tocar fora do Brasil, existiu a Crypta que ainda precisava chegar lá.

Antes de qualquer banda lotar uma casa, alguém precisou aparecer quando ela ainda não lotava coisa nenhuma.

Se publicação musical só olha para quem já venceu...

ela não descobre música.

Ela apenas chega atrasada.


QUER ESCREVER? ESCREVA.

A Passport também está aberta para quem tem história para contar.

Matéria.

Entrevista.

Resenha.

Memória.

Fotos.

Vídeo de show.

Podcast.

Material antigo.

Descoberta.

Correção.

Denúncia com evidência.

PARTICIPE.

Não queremos leitor tratado como contador de pageview.

Queremos circulação.

Leitor virando colaborador.

Banda encontrando leitor.

Rádio apresentando artista.

Matéria levando para vídeo.

Vídeo levando para outra banda.

Uma coisa puxando outra.


E PARA MANTER ESSA MÁQUINA RODANDO EXISTE O APOIE

Quem puder contribuir financeiramente:

ajuda.

Servidor custa.

Infraestrutura custa.

Ferramentas custam.

Crescer custa.

Infelizmente ninguém aceitou até agora nossa proposta de pagar servidor com:

“confia que a gente gosta muito de música.”

😂

Tentamos.

Não funcionou.


NÃO TEM DINHEIRO PARA APOIAR?

NADA MUDA.

Isso precisa continuar muito claro.

Você ainda pode ajudar.

Ouça.

Leia.

Compartilhe.

Mande sua banda.

Mande sua demo.

Envie uma matéria.

Faça um pedido.

Apresente um artista.

Mostre uma das nossas rádios para alguém.

Compartilhe uma história.

Isso também move a Passport.

Apoio não é apenas dinheiro.

É participação.


PORQUE A ALTERNATIVA É VIRAR UMA PUBLICAÇÃO ENGESSADA

E disso já existe o suficiente.

Sempre os mesmos artistas.

Sempre os mesmos gêneros.

Sempre a mesma conversa.

Sempre esperando alguém ficar gigantesco para finalmente perceber que existia.

NÃO.

A Passport quer olhar para trás sem morar no passado.

Quer falar dos gigantes sem ignorar quem está começando.

Quer colocar Alice Cooper ao lado de Crypta.

Country ao lado de death metal.

Brasil ao lado do mundo.

Uma banda com décadas de história ao lado daquela que gravou a primeira demo domingo passado.

Primeiro a história. Depois a música.


“A Portrait of Decay” não é apenas outra faixa chegando ao catálogo da Crypta.

É uma apresentação.

Nova formação.

Nova fase.

Novo material vindo aí.

Victoria Villarreal oficialmente ao lado de Tainá Bergamaschi.

Luana Dametto atrás da bateria.

Fernanda Lira no baixo e nos vocais.

Uma banda brasileira preparando outra passagem pelos Estados Unidos ao lado de alguns nomes gigantes do metal.

E fazendo isso sem precisar pedir licença.

CRYPTA ESTÁ ABRINDO OUTRA ERA.

Nós?

Abrimos a porta.

Agora entra.

Liga o amplificador.

E aumenta essa droga. 🤘🔥