Caro leitor, provavelmente você deve estar pensando: “lá vem mais uma dessas listas de maiores disso, melhores daquilo — e certamente vou me decepcionar”. Excelente. Quando o assunto é música, ser injusto é quase inevitável. Faltam parâmetros objetivos, sobra emoção e, afinal, música não é essencialmente emoção?
Este autor sempre foi um ferrenho crítico dessas listas. Mas, como diria um dos grandes personagens desta história, é preciso não ter sempre aquela velha opinião formada sobre tudo. Portanto, aumente o volume, esconda os objetos quebráveis e prepare a sua própria lista de reclamações.
Concordar é opcional. Ter história para defender cada escolha é obrigatório.
O recorte aqui é claro: rock brasileiro cantado predominantemente em português. As primeiras fagulhas vieram nos anos 1950; a Jovem Guarda abriu as portas nos 1960; a década de 1970 encontrou identidade; os 1980 transformaram o BRock em fenômeno de massa; os 1990 trouxeram peso e diversidade; e os anos 2000 mostraram que a chama poderia diminuir, mas não apagar.
Você sabia que muitos nomes que parecem ter nascido prontos escondem identidades civis surpreendentes? Who? WTF? Calma, meus Nômades. É hora de chamar cada músico ao palco.