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Arquivo histórico · Led Zeppelin · 1976

A canção que Robert Plant chamou de “rock progressivo enlouquecido”

“Achilles Last Stand” nasceu durante uma fase de acidentes, limitações físicas e pressão intensa — e ainda assim se tornou uma das obras mais pesadas, complexas e grandiosas do Led Zeppelin.

Led Zeppelin em fotografia de arquivo da década de 1970

O Led Zeppelin já havia gravado longas viagens musicais quando entrou em estúdio para produzir Presence, lançado em 1976. Mesmo assim, “Achilles Last Stand” levou a ambição do grupo a um novo patamar.

Robert Plant ainda se recuperava do grave acidente de carro sofrido na ilha de Rodes, na Grécia, e gravou boa parte do álbum usando uma cadeira de rodas. O grupo também trabalhou sob forte pressão de tempo.

Com mais de dez minutos, a música foi construída a partir de várias camadas de guitarra gravadas por Jimmy Page. John Paul Jones usou um baixo de oito cordas, enquanto John Bonham sustentou a composição com uma batida intensa e contínua.

“Achilles Last Stand era rock progressivo enlouquecido, e era brilhante. Parecia um pássaro maravilhoso sendo libertado.” — Robert Plant

Seu impacto vem da repetição insistente, das guitarras interligadas e da sensação de movimento permanente, como se a banda avançasse sem encontrar espaço para respirar.

Mesmo atravessando acidentes e uma fase complicada, o Led Zeppelin ainda conseguiu produzir uma das composições mais grandiosas de sua trajetória.

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