Ir para o conteúdo
1 9 9 8 · 2 0 2 6
Taylor Swift

Taylor Swift estreia “Patient Zero” entre as músicas mais ouvidas do Brasil

Mr. Nomad

Bom.

Chegou o dia.

Depois de guitarras, amplificadores, metal, punk, rock brasileiro, irmãos Gallagher querendo mandar um ao outro à merda e Marcelo Nova inventando guerra por causa de bermuda...

Taylor Swift entrou na Passport Radio.

E entrou por um motivo bastante simples:

música é música.

Não precisa pedir licença para a tribo da porta ao lado.

E a história começa no Brasil.

“PATIENT ZERO” JÁ CHEGOU NO HOT 100 BRASILEIRO

Patient Zero, uma das músicas novas de Taylor Swift, apareceu na 35ª posição do Hot 100 da Billboard Brasil.

E ela não está sozinha.

The Fate of Ophelia também aparece no ranking, na 92ª posição.

A diferença é que Patient Zero faz parte de uma leva que nem existia na edição original de The Life of a Showgirl.

A música chegou em 25 de setembro, dentro da versão deluxe:

The Life of a Showgirl: The Encore.

E essa edição trouxe quatro faixas inéditas:

Patient Zero.

Babylon.

Pink Clouding.

Cleveland!

Até aí, tudo bem.

Artista lança álbum.

Álbum faz sucesso.

Depois aparece uma edição deluxe com músicas novas.

A indústria fonográfica conhece essa história há décadas.

Só que estamos falando de Taylor Swift.

Então os números começam a ficar meio absurdos.

QUATRO MILHÕES. NA PRIMEIRA SEMANA.

The Life of a Showgirl passou 12 semanas no primeiro lugar da Billboard 200.

Na estreia nos Estados Unidos?

4,002 milhões de unidades equivalentes.

Em uma semana.

Sim.

Milhões.

E Taylor anunciou The Encore apenas dois dias antes do lançamento.

Nada de campanha de seis meses explicando que alguma coisa estava chegando.

Dois dias.

Ela contou aos fãs que, aproximadamente um ano antes, eles haviam dado ao álbum aquilo que chamou de uma semana de estreia “verdadeiramente inimaginável”.

E aí aconteceu uma coisa muito típica de músico.

Taylor foi para a Suécia comemorar com Max Martin e Shellback, dois dos principais colaboradores do disco.

A ideia aparentemente era:

vamos comemorar.

Vamos conversar.

Vamos absorver tudo que aconteceu.

Bonito.

Civilizado.

Só havia um pequeno problema.

Tinha um estúdio lá.

Pronto.

Acabou a comemoração tranquila.

NÃO COLOQUE TRÊS COMPOSITORES NUMA SALA COM UM ESTÚDIO

Taylor explicou que os três estavam tentando simplesmente refletir sobre aquele momento e agradecer pelo tamanho da resposta ao álbum.

Só que eles fazem aquilo que compositores costumam fazer quando alguma coisa mexe com eles:

escrevem.

E escreveram mais músicas.

Foi daí que nasceu a expansão do álbum — incluindo Patient Zero.

Taylor resumiu dizendo que aquelas canções nasceram da gratidão pelo entusiasmo com o trabalho que eles haviam criado juntos.

E aqui vale olhar para os dois sujeitos sentados ao lado dela naquele estúdio.

Porque não estamos falando exatamente de dois desconhecidos que apareceram com um violão.

Taylor Swift

MAX MARTIN. SHELLBACK. E UMA QUANTIDADE INDECENTE DE NÚMEROS 1.

Patient Zero foi composta e produzida por Taylor Swift, Max Martin e Shellback.

Taylor assina a composição de todos os seus 16 números 1 no Hot 100 americano e participou da produção de dez deles.

Max Martin?

Como compositor, chegou a 31 músicas número 1.

À frente dele existe apenas um cidadão chamado:

Paul McCartney.

McCartney tem 32.

Como produtor, Max chegou a 29 primeiros lugares, ampliando o próprio recorde.

Shellback também não está exatamente começando ontem:

13 números 1 como compositor.

12 como produtor.

E esse trio já conhece muito bem o caminho até o topo.

Taylor, Max e Shellback trabalharam juntos nos três números 1 de 1989.

A parceria entre eles já havia chegado ao primeiro lugar com We Are Never Ever Getting Back Together.

Então quando os três entram num estúdio “só porque havia um estúdio ali”...

é bom prestar atenção no que sai pela porta.

Dessa vez, uma das coisas que saiu foi Patient Zero.

E agora ela já está entre as músicas mais ouvidas do Brasil.

E SIM, TAYLOR SWIFT ESTÁ NA PASSPORT RADIO

Vai ter gente que olha para Passport e pensa:

Rock.

Metal.

Punk.

Blues.

MPB.

E agora...

Taylor Swift?

Sim.

Taylor Swift.

Porque a Passport nunca precisou transformar música em campeonato de torcida organizada.

Uma história boa não fica menos interessante porque alguém trocou uma Gibson por um sintetizador.

Uma música não precisa passar por uma prova de distorção para entrar aqui.

E uma artista que consegue movimentar números desse tamanho, atravessar gerações, transformar lançamentos em acontecimentos mundiais e continuar colocando músicas novas nas paradas brasileiras...

tem história para contar.

Hoje foi Taylor.

Amanhã pode ser outra pessoa completamente diferente.

Primeiro a história.

Depois a música.

Taylor Swift

AGORA APERTA O PLAY

Nada de transformar a estreia da Taylor Swift na Passport numa cerimônia.

Ela entrou.

Puxa uma cadeira.

E vamos ouvir.

Taylor Swift — Patient Zero

Live Easy Channel

E pronto.

A primeira matéria da Passport Radio fora do rock e do metal não precisou derrubar parede nenhuma.

A porta já estava aberta.

Só faltava alguém atravessar.