Primeiro a história. Depois a notícia.
01 · A OUTRA ERAToda banda tem capítulos que o público tenta transformar em disputa.
Tarja. Anette. Floor.
Durante anos, muita gente tratou essas três fases do Nightwish como se só uma pudesse existir de cada vez.
Anette Olzon passou o verão europeu de 2026 fazendo exatamente o contrário: voltando às músicas que gravou com a banda e colocando sua própria era novamente diante do público.
02 · DARK PASSION PLAYEm 2007, ela entrou em uma história que já chegava carregada de fantasmas.
Dark Passion Play foi o primeiro álbum do Nightwish com Anette nos vocais. Depois veio Imaginaerum, em 2011.
São dois discos enormes no catálogo da banda e, ao mesmo tempo, presos a um período turbulento que terminaria com a saída da cantora em 2012.
Quatorze anos depois, a relação de Anette com esse repertório parece ter mudado de peso.
03 · A ROTAA turnê começou em Vaasa e atravessou a Europa.
O roteiro divulgado para 2026 começou em 25 de julho na Finlândia e passou por cidades como Oslo, Estocolmo, Copenhague, Amsterdã, Milão, Roma, Atenas, Berlim, Londres e Paris.
Nesta quinta-feira, 27 de agosto, a agenda oficial coloca Anette em Madri, no Revirock. O encerramento europeu está marcado para 29 de agosto, no Lisboa ao Vivo, em Portugal.
Segundo a cobertura da abertura da turnê, o repertório mergulhou diretamente em faixas da era Nightwish, incluindo 7 Days to the Wolves, Ghost River, Bye Bye Beautiful, Amaranth, Rest Calm, Sahara e Storytime.
04 · SEM APAGARRevisitar não é pedir para voltar.
Anette não precisa retornar ao Nightwish para reconhecer que aquelas músicas também fazem parte de sua história.
O gesto é mais simples e talvez mais maduro: cantar o que viveu sem transformar o passado numa guerra permanente.
Para o público, isso devolve presença a uma fase que durante muito tempo existiu mais nas discussões do que nos palcos.
Há músicas que ficam órfãs quando uma formação acaba. Não porque ninguém possa tocá-las, mas porque parecem pertencer a uma fotografia que ninguém quer abrir. Anette abriu o álbum. Tirou a poeira. E levou as canções de volta para a estrada. Não para reescrever o Nightwish. Para lembrar que ela também esteve lá.
