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MR. NOMAD · ANETTE OLZON · NIGHTWISH ERA · 27/08/2026

Anette Olzon atravessa a Europa carregando a era mais improvável do Nightwish

Nightwish · Mr. Nomad · Anette Olzon

A turnê de 2026 recolocou Dark Passion Play e Imaginaerum no centro do palco e marcou a primeira excursão continental de Anette desde 2012.

27 AGOSTO 2026 · PASSPORT RADIO · MR. NOMAD

Primeiro a história. Depois a notícia.

01 · A OUTRA ERA

Toda banda tem capítulos que o público tenta transformar em disputa.

Tarja. Anette. Floor.

Durante anos, muita gente tratou essas três fases do Nightwish como se só uma pudesse existir de cada vez.

Anette Olzon passou o verão europeu de 2026 fazendo exatamente o contrário: voltando às músicas que gravou com a banda e colocando sua própria era novamente diante do público.

02 · DARK PASSION PLAY

Em 2007, ela entrou em uma história que já chegava carregada de fantasmas.

Dark Passion Play foi o primeiro álbum do Nightwish com Anette nos vocais. Depois veio Imaginaerum, em 2011.

São dois discos enormes no catálogo da banda e, ao mesmo tempo, presos a um período turbulento que terminaria com a saída da cantora em 2012.

Quatorze anos depois, a relação de Anette com esse repertório parece ter mudado de peso.

03 · A ROTA

A turnê começou em Vaasa e atravessou a Europa.

O roteiro divulgado para 2026 começou em 25 de julho na Finlândia e passou por cidades como Oslo, Estocolmo, Copenhague, Amsterdã, Milão, Roma, Atenas, Berlim, Londres e Paris.

Nesta quinta-feira, 27 de agosto, a agenda oficial coloca Anette em Madri, no Revirock. O encerramento europeu está marcado para 29 de agosto, no Lisboa ao Vivo, em Portugal.

Segundo a cobertura da abertura da turnê, o repertório mergulhou diretamente em faixas da era Nightwish, incluindo 7 Days to the Wolves, Ghost River, Bye Bye Beautiful, Amaranth, Rest Calm, Sahara e Storytime.

04 · SEM APAGAR

Revisitar não é pedir para voltar.

Anette não precisa retornar ao Nightwish para reconhecer que aquelas músicas também fazem parte de sua história.

O gesto é mais simples e talvez mais maduro: cantar o que viveu sem transformar o passado numa guerra permanente.

Para o público, isso devolve presença a uma fase que durante muito tempo existiu mais nas discussões do que nos palcos.

FROM THE DESK OF MR. NOMAD

Há músicas que ficam órfãs quando uma formação acaba. Não porque ninguém possa tocá-las, mas porque parecem pertencer a uma fotografia que ninguém quer abrir. Anette abriu o álbum. Tirou a poeira. E levou as canções de volta para a estrada. Não para reescrever o Nightwish. Para lembrar que ela também esteve lá.

Mr. Nomad
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