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PASSPORT RADIO · CLASSIC_ROCK · 25/08/2026

Figurinos de Freddie Mercury chegam ao V&A para contar a cena por trás do espetáculo

Uma trilha gratuita no V&A reúne oito looks que moldaram a presença cênica de Freddie Mercury, marcando o mês em que o artista completaria 80 anos. A mostra revela como roupas e objetos ajudaram a construir a performance que atravessa gerações.

PASSPORT RADIO2026-08-25

Uma trilha gratuita no V&A reúne oito looks que moldaram a presença cênica de Freddie Mercury, marcando o mês em que o artista completaria 80 anos. A mostra revela como roupas e objetos ajudaram a construir a performance que atravessa gerações.

01 · Por que isso importa

Por que isso importa

A exibição transforma peças de roupa em documento: não são apenas trajes, mas instrumentos centrais na composição da persona de Freddie Mercury. Ao reunir oito figurinos representativos — do traje usado na capa do primeiro álbum até a coroa usada na turnê Magic — o V&A permite que o público veja, de perto, como imagem, moda e performance se entrelaçam para criar momentos de cultura pop que continuam a influenciar músicos e público.

A mostra também acontece no mês em que Freddie Mercury (nascido Farrokh Bulsara em 5 de setembro de 1946) completaria 80 anos, oferecendo uma leitura material da carreira e do legado visual que ultrapassa décadas e gerações.

02 · O que estará em exibição

O que estará em exibição

A trilha, intitulada 'Splendid Things', abre em 24 de outubro de 2026 e fica em cartaz até 17 de janeiro de 2027. São oito looks que cruzam toda a trajetória pública do cantor: uma combinação monocromática ligada às primeiras apresentações da banda, o catsuit conhecido como 'Mercury Wing' — criação da figurinista Wendy de Smet usada durante a era A Night at the Opera e no vídeo de Bohemian Rhapsody —, a coroa e o manto desenhados por Diana Moseley, associados à turnê Magic de 1986 e ao último grande show do grupo em Knebworth, além de um figurino presente no clipe de Made in Heaven. A seleção inclui acessórios e itens do guarda-roupa pessoal, que ajudam a mapear decisões estéticas e rituais de cena.

Sete das peças foram emprestadas por Mary Austin, ex-noiva e amiga próxima de Mercury, que manteve grande parte de seus pertences. A montagem cenográfica foi assinada por Tom Piper, com percurso em seis paradas que combinam luz, som e cenografia para evocar momentos-chave da carreira do artista.

03 · Legado e leitura pública

Legado e leitura pública

Ao separar objeto e performance, a mostra expõe como a teatralidade de Mercury funcionava tanto como defesa quanto como meio criativo: roupas ampliavam o gesto, ampliavam a voz e transformavam arenas em palcos de grandeza visual. Para pesquisadores, músicos e público, a experiência oferece uma aula sobre imagem pop — uma narrativa material sobre como um cantor projetou identidade e espetáculo.

O formato de trilha gratuita amplia o acesso e reforça o papel do objeto no estudo das músicas populares: não só o som importa, mas o aparato visual que o acompanha. A exibição propõe, enfim, ver Freddie Mercury não apenas como intérprete, mas como artesão de sua própria mitologia visual.

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PASSPORT RADIO — reportagem editorial sobre música e cultura visual