
Por que o episódio importa agora
No metal, certas conversas funcionam como bússola. A edição 151 reúne Kai Hansen no centro do microfone no mesmo compasso em que seu álbum solo Born With a Hammer chega ao público, e transforma essa presença em eixo para ler o que se move na cena — reações a faixas novas, embates jurídicos, ajustes de despedida e o calor do pit. Em 18 de setembro de 2026, o recorte ganha densidade porque conecta a voz de um veterano ao noticiário imediato, sem diluir o peso de cada nome citado.
Hansen, Born With a Hammer e a entrevista
O fio condutor é a conversa com Hansen. Katrin Riedl conduz o encontro no bloco Don’t Talk To Strangers, e o novo disco solo — Born With a Hammer — entra como fato concreto de lançamento, não como promessa distante. O episódio usa essa fala para ancorar o restante do programa: o guitarrista não aparece como detalhe lateral, e sim como ponto de partida para o ouvinte entender o momento do heavy a partir de quem ajuda a carregá-lo há décadas.
Arsenal, herdeiros e a despedida em escala menor
No radar de atualizações, Slipknot surge com a faixa Arsenal e a rejeição de parte da torcida. Mastodon aparece sob pressão jurídica: uma ação movida pelos herdeiros de Brent Hinds. Sepultura, no caminho de encerramento, reduz a envergadura da operação — o adeus pede formatos mais contidos. O mesmo giro passa pelo pit com Moonspell e marca o álbum da semana associado ao Anthrax, mantendo o equilíbrio entre atrito, palco e escuta.
Vinil no cinema e outros ecos da semana
Para a estreia do filme Linkin Park: Unshatter, o programa articula sorteio de vinis da banda. Fora desse núcleo, o panorama registra Steve Harris e a falta que os clubes pequenos fazem ao Iron Maiden; Oli Sykes em nova hino ligada a Valorant com Courtney LaPlante; Jay Jay French, do Twisted Sister, respondendo a quem critica; e o episódio em que Tony Iommi, do Black Sabbath, ateou fogo acidentalmente em Bill Ward. Fecha o quadro a loja própria de merch e artigos de bandas, sinal de que o ecossistema também se reorganiza fora do fone.
O que fica depois do play
A edição 151 não dispersa atenção: ela concentra Hansen, o martelo do disco novo e um mapa curto de tensões reais da cena. Quem ouve sai com o lançamento solo no radar, o gosto amargo de Arsenal entre fãs, o peso do processo sobre o Mastodon, o Sepultura em modo mais enxuto e o convite cinematográfico do Linkin Park — tudo amarrado na mesma respiração de podcast.
Passport Radio segue o metal no estúdio, no pit e no que ainda vai ser martelado. Até a próxima frequência.